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Post escrito por Yeltsin Lima
Não pude comparecer ao evento deste ano mas, preciso fazer algumas considerações por tudo o que eu estou vendo falar sobre (e não é só pela imprensa que, digamos, está expondo todos os problemas da edição) a Campus Party. Participei da edição de 2010 e vejo que os mesmos erros se repetiram, mais uma vez, na edição de 2011.
Até brinquei que a equipe deveria aprender a organizar eventos com o pessoal da CES. E olha, que é verdade. Uma feira que reúne 6.500 pessoas não consegue consertar os problemas de estrutura que sempre ocorrem, e São Paulo, por sua vez, também não dá um jeito no Imigrantes, tem muito o que aprender com o CES, que movimenta mais de 20 mil visitantes, desses grande parte de fora, apresentando tecnologia de primeira e com keynotes melhores ainda.
Em nenhum momento do CES eu me senti tão estressado (exceto em um, que foi uma “idiotice” da organização. No keynote de Steve Ballmer, os ônibus nos levaram até o hotel mas, pararam de circular às 18:30. Só saímos da keynote alguns minutos depois, 19:00, 19:30 e não tinhamos como voltar para o hotel) como os que alguns amigos e conhecidos relataram com a Campus Party. E pior, durante todo o evento, que ocorreu em Las Vegas, não hove nenhuma falha de energia e olha que tinha dezenas de geradores.
Além de filas gigantescas, me informaram que foram quatro filas. Três para credenciamento e uma para a entrada, com o total de mais de uma hora e meia no local (algumas pessoas ficaram na chuva, no ano passado também teve mas, não choveu muito. Só caiu raios). Uma outra lição do CES: apesar das pessoas não “residerem” no local durante 7 dias, só foi necessário duas filas. Uma para pegar um cartão, em que você possui todos os seus dados. Ou seja, se você quisesse participar de uma palestra ou de um keynote, não era necessário atravessar uma outra fila gigante e sim passar o cartão na máquina e o acesso era liberado. E a outra para pegar o crachá. Na CP me informaram que tinha uma fila para ver se seu nome já tinha um crachá, se não, era necessário realizar o credenciamento, depois cadastrar o laptop (ou o desktop) e uma terceira fila para entrar no evento.
Apesar das reclamações contra a Telefônica concordo que não houve nenhum problema com ela. Tudo foi culpa da Eletropaulo. “Segundo a Eletropaulo, empresa responsável pelo fornecimento de energia na capital paulista, houve uma queda de luz na região onde está localizado o Centro de Exposições Imigrantes que afetou não somente a Campus Party Brasil, como, também, outras partes do bairro.”, no post do blog oficial da Campus Party.
E o que temos agora? Goteiras. Sim, amigos: O MAIOR EVENTO DE TECNOLOGIA DO BRASIL possui goteiras. E isso sim, é algo que dá vergonha. Se um foi por problemas da companhia de energia, de quem seria o problema das goteiras? De Deus? Nesse caso, não. Isso é da falta de investimento em estrutura, seja da organização, seja dos responsáveis pelo Imigrantes. O problema de todos é o seguinte: “O campus tem problemas com goteira, isso é um problema dos responsáveis pelo Imigrantes, logo eu não vou me preocupar com isso”. Caramba, pensem no todo! Isso afeta a imagem da feira, e afeta de forma negativa.
As minhas dicas para a organização da Campus Party são as seguintes:
E claro, antes de terminar o artigo, olha o que aparece no Twitter:
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Curso o primeiro período de Publicidade & Propaganda na Faculdade Integradas Barros Melo (AESO), sou colaborador do Meio Bit e fundador do DicasWP.
Claro, teve muita injustiça por todos nesta edição, mas vamos começar por partes.
A história da Telefônica, sabemos que os geeks e não-geeks detestam o Speedy, se ocorre algo ao mundo, a culpa é deles, mas isto foi parte deles de ficarem gritando “Uh! É GVT!” (que eu rolei de rir), fato da queda de luz, o evento fracassou completamente nisto, como se pode, um evento desses falta luz do nada, imagina, se algum campuzeiro perde algum dispositivo nesta queda de energia, quem iria ser processado? Nem preciso dizer. Caso das goteiras, isto felizmente não é culpa do evento, é culpa da equipe que controla o centro de exposição, eu acho isto uma falta de ética com qualquer um expositor, imagina uma exposição empresarial com imprensa e tudo, HAHA, nem lhe digo o que eles vão perder. Das partes acústicas, eles deveriam fazer isto mesmo que você falou, e aproveitar, por ar condicionado, e para finalizar, esta história do furto, não deveria ocorrer, infelizmente, esta foi falha da organização, eu acho.
No caso, quem deveria ser processado seria a Eletropaulo. A acústica é assim desde a feira se entende por feira, o que é uma pena. E quanto ao furto: foi culpa da pessoa também mas, se o ladrão saiu com o notebook, aí sim é culpa da organização…
Realmente rola muita desorganização na Cparty, como pode um evento ficar sem luz e não ter gerador suficiente para isso com a desculpa que seria prejudicial ao meio ambiente?
As pessoas pagam uma grana para participar, pagam para se hospedar em hoteis e viajens para ir num evento bastante desorganizado, sem luz e ainda por cima com goteiras.
Eu tenho vontade de ir em uma edição da Cparty, mas os feedbacks negativos por parte da galera me desanima.