SEO: Tudo o que você precisa saber (e tinha medo de perguntar)

Você já deve ter entrado em algum site de alguma empresa de desenvolvimento ou de marketing, oferecendo SEO. O que, afinal é SEO? E eu preciso realmente pagar para ter acesso a isso?

SEO é um acrônimo para Search Engine Optimization, ou no bom português: Otimização para Sistemas de Busca. E, não, você não precisa pagar para ter isso. Pequenos passos podem lhe ajudar bastante sobre a alcançar um ótimo resultado nas buscas e você não precisa desembolsar nada.

A primeira coisa a se fazer, é ter a certeza de que a sua página está aparecendo no Google (apesar de existirem outros buscadores, o Google ainda é a maior fonte de tráfego existente). Para ter certeza, faça uma busca no Google com os seguintes termos: “site:http://www.seudominio.com.br” (sem aspas e, obviamente, com o seu domínio). Não apareceu nenhum resultado? Então faça o login na sua conta Google e acesse o Painel de Webmasters. Depois é só clicar neste link e fazer o envio manual do seu website.

SEO para Empresas (com Locais)

SEO – Essa é a visualização do Google para Empresas

Outra forma de inserir seu site no Google, é completar os passos para verificação do domínio no Google Webmasters. Assim, além do seu site ser indexado pelo Google, ele também contará com diversas ferramentas de monitoramento do domínio. Vale muito a pena.

Se a sua empresa oferece serviços extras ou, por exemplo, atende em uma localização própria (ex.: um restaurante, uma clínica, uma loja), você precisa seguir alguns passos:

  1. Pegue um padrão de microformatos. Tanto o Google quanto eu, recomendamos o Microdata (Microdados). Você pode conhecer mais sobre ele na página do Google.
  2. Agora você tem duas opções: a primeira é fazer toda a formatação manualmente (não-recomendado, especialmente em sites grandes) ou utilizar um plugin para WordPress para realizar tal feito. O Local Business SEO fará tudo isso para você (você só precisa preencher os campos).

Antigamente se tinha a idéia de que SEO era apenas posicionar seu site melhor no Google. Mas, para mim, o conceito é: tornar o seu site mais relevante. Independentemente se é o primeiro ou o segundo da lista, quanto mais relevante ele for para o usuário melhor (afinal, você pesquisava sobre um curso gratuito sobre SEO e encontrou este artigo gigante que é tão relevante quanto um curso, não é mesmo?).

Só isso? Não. Outro termo que vamos usar aqui chama-se SMO: Social Media Optimization ou Otimização para Mídias Sociais. Mas, porque? O Google é “dono” de uma rede social chamada Google Plus. E o Google+ está conectado diretamente com os resultados de busca do Google.

Antigamente era muito difícil para iniciantes colocar seu site no Google e com recursos otimizados. Mas agora, o Google facilitou muito o “trabalho”. Recentemente lançou a ferramenta Google Meu Negócio que permite gerenciar todos os aspectos da sua empresa no Google.

Só para se ter uma idéia do poder do Google: é possível até adicionar a planta-baixa da sua loja, shopping ou galeria (ou qualquer local com muitas lojas, como um aeroporto) no Google Maps. Ou então pedir ao Google para fazer um Street View de dentro da sua empresa (uma dica: você precisa pagar e, provavelmente, caro por isso).

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Meta Tags e Canonical URLs

Ah, as famosas Meta Tags e os geradores automáticos… Se você tem um blog em WordPress e, por alguma razão, deixa os títulos e a meta-descrição automáticas da plataforma, eu tenho uma dica: você está fazendo muito errado.

O Google entende várias Meta Tags, mas as principais são: titledescriptionrobots. Perceba que eu não traduzi. Pois é exatamente assim que elas devem ser colocadas em sua página HTML (PS: Só por que usa WordPress, não significa que sua página não seja HTML).

Você pode dar uma olhada das recomendações do Google. E vou mais adiante, algumas dicas interessantes que aprendi ao longo do tempo:

  • O título para o leitor pode ser um e para o visitante do Google pode ser outro. Enquanto no blog pretendemos chamar a atenção do leitor, no Google temos que “fisgar” na primeira olhada. Faça um teste: veja qual o “<title>” deste artigo no código-fonte.
  • Se você deixar o WordPress “auto-completar” sua meta descrição (description) é bem provável que ele vá gerar um texto sem nexo ou, ao menos, apenas com a palavra-chave definida. Gente, se vocês escreveram mais de 700 caracteres, não custa nada escrever mais 156 caracteres, não é?
  • Muito cuidado para não deixar suas URLs gigantes. Exemplo: /seo-tudo-o-que-voce-precisa-saber-e-tinha-medo-de-perguntar/ contra /guia-pratico-seo/. Além de ser ótimo para o Google (e para a palavra-chave), é ótimo também para o leitor.
  • Atenção especial nas URLs. Sempre separe suas palavras por hífen (-) e nunca deixe o formato padrão de Links Permanentes do WordPress.

Plugin recomendado: WordPress SEO do Yoast.

NoFollow: Pra que te quero?

Pelo amor de Matt Mullenweg: não confundir o Nofollow dos links com o nofollow do robots. Um faz com que o Google deixe de seguir determinado link e outro faz com que o Google deixe de seguir todos os links do seu site que levam para links externos. Isso não é uma prática muito amigável (para seus amigos).

O que fazer então? Use o atributo “rel=’nofollow’” isso assegurará que apenas aquele link não seja seguido pelo Google. Muito útil em campanhas de publicidade ou, caso você perceba que o conteúdo não tem relevância suficiente para “levar um pouco do seu pagerank”.

Uma curiosidade? Todos os agregadores de link geralmente utilizam o atributo nofollow. Ou seja, enquanto eles te “obrigam” a usar o dofollow (que é o contrário e o padrão do nofollow), eles só te presenteiam com tráfego e não com ranking.

O Google recomenda o uso de nofollow para os seguintes tipos de link:

  • Conteúdo não-confiável;
  • Links pagos (vamos entrar neste assunto);
  • E para priorizar o rastreamento de outros links.

Mapa do Site (Sitemap)

SEO – O mapa do site geralmente tem uma aparência de organograma.

O sitemap é uma necessidade para todo tipo de website. De dinâmicos até estáticos. O WordPress SEO gera automaticamente sitemaps e você deve fazer o envio atráves do Google Webmasters Central. O Google recomenda a criação de sitemaps em caso de:

  • Sites dinâmicos ex.: WordPress;
  • Sites cujas páginas não são facilmente descobertas pelo Google, como sites feito em AJAX ou com imagens;
  • Se seu site for novo e tem poucas páginas (externas) linkando para ele;
  • Se o seu site contém um grande acervo de posts/páginas e que eles não são facilmente linkados entre si ou que não linkados entre si mesmo.

Esse é um dos recursos que requer menos atenção para usuários do WordPress e do WordPress SEO, pois toda a criação é feita de forma automática. Só preste atenção no que você quer incluir no Sitemap.

Se o seu site tem muita imagem e elas estão otimizadas (iremos concluir este post com dicas de como otimizar ao máximo seu site) lembre-se de incluir a opção attachments no seu sitemap. Caso contrário, deixe a opção marcada para excluir as imagens e os anexos (em geral) do seu sitemap.

O que perguntar ao contratar uma agência para cuidar do SEO do meu site?

Sempre tenha a certeza que a agência escolhida adotará boas práticas de SEO e não práticas negativas (conhecidas como Black Hat SEO). Apesar de poder lhe garantir um rápido crescimento no Google, as punições são severas. E, acredite, você não quer ter seu site fora do Google.

Lista do que perguntar para a agência escolhida:

  • Você pode me mostrar exemplos de trabalhos antigos ou mostrar casos de sucesso?
  • Você segue as regras do Google Webmasters?
  • Você oferece outros serviços de marketing complementares ou apoio em como aperfeiçoar as buscas orgânicas?
  • Que tipo de resultado você espera encontrar e em quanto tempo?
  • Qual sua experiência na área de SEO?
  • Como posso esperar para me comunicar com você? Você vai compartilhar comigo todas as alterações feitas ao meu site, e fornecer informações detalhadas sobre as suas recomendações e as razões por trás delas?

Dica master do Google: “Ninguém pode garantir um ranking #1 no Google.” Não acredite nessas empresas que prometem, de pés juntos, que a sua empresa fique sempre no topo (sem uso de SEM, links patrocinados ou de palavras-chave pouco concorridas).

Regras do Google Webmasters

  • Faça um site com uma hierarquia fácil de ser compreendida.
  • Ofereça um mapa do site para que seus usuários possam encontrar facilmente determinadas seções importantes do seu site. Esse mapa do site é diferente do sitemap descrito acima. Um exemplo de mapa do site.
  • Não encha seu artigo de links. Use uma quantidade/densidade compatível com a quantidade de palavras.
  • Crie um site útil, páginas com conteúdo rico e escreva páginas com conteúdo claro e compreensível.
  • Pense nas palavras que os leitores iriam digitar para entrar em seu site e escreva-as em seu site.
  • Tente usar texto ao invés de palavras para exibir itens importantes como nome, conteúdo e links. Se você usa imagens para conteúdos textuais (como, por exemplo, um infográfico) considere preencher a tag ALT com o conteúdo resumido da imagem.
  • Tenha certeza que o tiítulo e as tags ALTs do seu site estejam escritos corretamente.
  • Faça páginas primeiramente para os usuários e não para os buscadores.
  • Não engane seus usuários.
  • Pense no que faz o seu site único, com valor e/ou com engajamento. Faça seu site se destacar dos outros na sua indústria/área de trabalho.

Leia todas as regras do Google Webmasters em português.

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