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Post escrito por Yeltsin Lima
Para mim, a publicidade é mais do que um instrumento de venda. É um instrumento que cative os seu público, por exemplo, anúncios para leitores de tecnologia deveriam focar em banners criativos e não-intrusivas, para designers existem peças publicitárias tão bem feitas, que temos vontade de colocar em nossos sites, de graça, só para ajudar a divulgar a beleza da obra (que inclusive passa da área da publicidade e em alguns casos, entra no ramo da “arte”. Tornando sim, uma “obra de arte”).
Em alguns sites, o que eu vejo é exatamente ao contrário. Eu vejo uma infinidade de peças em um mesmo site, algumas até repetitivas e em outros casos, bastante intrusivas (e em alguns blogs até mesmo chatas). E quando publicidade passa a ser algo chato, algo está errado. Eu sou daqueles que adora assistir os intervalos comerciais e odeia quando um vídeo passa duas ou mais vezes durante o mesmo intervalo. Agora imagine isso em um blog/site que você acessa por mais de uma hora, todos os dias. Cansativo e chato, não é? Eu também acho…
Talvez eu seja muito adepto a simplicidade. E até a simplicidade da quantidade de publicidades em um site, me faz julgar se um site é bom ou ruim. Como é o caso do melhor blog de tecnologia (para mim): Engadget. E que apesar de estar com duas peças publicitárias iguais (da AOL e na home era da Toyota), possui espaços bem definidos para os anúncios (uma no topo e duas na barra lateral) e o mais importante: não polui o espaço destinado ao artigo, com baboseiras e/ou publicidade que “ficam em cima do texto durante 30 segundos, obrigando o leitor a clicar”.
O que é exatamente o que o Gizmodo faz. No seu novo site, a primeira coisa que aparece é um banner da Toyota em cima de dois artigos, obrigando o leitor a procurar por algum ícone de “fechar” que esperamos que exista no banner. E, olha, não existe.

Ou seja. Sendo curto e grosso: Enquanto o Engadget coloca peças publicitárias em seu tema. O Gizmodo coloca temas publicitários em seu ‘blog’. É como se fosse um livro bestseller, que só começa o conteúdo a partir da 30º página. E não vou nem entrar no mérito do layout, que está um verdadeiro lixo. Só uma coisa do layout que me conquistou: o tamanho da foto se encaixar com a largura dos artigos. O resto…
Mas, o que piora mesmo em relação a esses blogs é o seguinte: “Criar um artigo, definido como ‘Carta Aberta aos Leitores’” e citar todas as vantagens (pena que o site em questão não use o AdSense, se não, teria sido banido) da “boa” prática de “Clicar nos anúncios do seu blog preferido”.
No resumo básico, o editor-chefe do blog no Brasil defende que: “somos empresas, pagamos impostos de forma correta, contratamos bons profissionais”. E diz que todo o sucesso de um blog mede-se pela quantidade de anúncios e copiando exatamente como ele escreveu:
Então, meu amigo e minha amiga tech lover e car lover, da próxima vez que você cruzar por um banner, nutra simpatia por ele. Agradeça pela presença dele entre nós. Clique nele – a taxa de cliques em anúncios é um quesito bem importante para o seu site favorito, viu? Nossos anunciantes são nossos amigos, nossos parceiros, nossos patrocinadores – e tratá-los como intrusos ou presenças indesejáveis é a pior coisa que você pode fazer pelo seu site predileto.
Não tenho dúvidas. Os parceiros e patrocinadores são mais do que os nossos amigos e promovem a sustentação do nosso blog. Desde que, não seja feita de forma bastante intrusiva. Artigos patrocinados já é algo bastante aceito, apesar de que, encher de artigos patrocinados da mesma empresa, na mesma semana, é algo tão chato quanto aquele exemplo da televisão que citei lá em cima.
E pior: incentivar os leitores a clicarem, falando que “os anúncios servem para manter a sobrevivência do seu site favorito” é algo como: “aumentem nosso CPM, mesmo que não comprem nada, ou mesmo, nem entendam o que aquela empresa está vendendo”. As campanhas precisam captar a atenção dos leitores, claro mas, saindo do “mais do mesmo”, que eu já estou cansado de ver em dezenas de blogs.
É por isso que eu sou um grandíssimo fan de duas empresas. Eu esqueci o nome de uma, é verdade mas, a outra é bem fácil de ser lembrada: Fusion Ads. O seu conceito é simples: primeiro, vamos escolher quem pode exibir os nossos banners. Segundo, colocamos anúncios simples mas, que levam o produto ao consumidor. Terceiro, vamos substituir a forma de contratação. Ao invés de contratar por CPM, CPC, CPA, existem três planos para o anunciante:
Detalhe que os preços são relativamente baixos, comparado com o tamanho da rede e com os “afiliados” que ela possui. E isso é bom até para o anunciante: ele escolhe em qual site vai investir sua publicidade. Inclusive, pode até adicionar os anúncios para aplicativos, como é o caso do Tweetie for Mac, que os anúncios são feitos pela Fusion. E olha é um misto de anúncios não-intrusivos + anúncios bonitos. Ou seja, só esses anúncios já me incentivam a clicar, sem precisar de nenhum artigo de um editor falando que: “cliquem e os anunciantes ficarão felizes”.

Minha felicidade, como anunciante, é a pessoa comprar meu produto ou pelo menos se interessar por ele. Cliques inválidos ou forçados não são atrativos para mim. Mas, parece ser para quem faz do seu blog um espaço para por anúncios, e não um canal de comunicação.
Em tempo. O Giz diz que é espaço de profissionais, por isso precisa colocar anúncios. O Huffington Post é um blog sensacional e o único banner exibido no site, é um 300×250 na home.
Curso o primeiro período de Publicidade & Propaganda na Faculdade Integradas Barros Melo (AESO), sou colaborador do Meio Bit e fundador do DicasWP.