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Post escrito por Yeltsin Lima
A imagem ao lado é real (cliquem que amplia). Recebida através de um SPAM (primeiro, que eu não solicitei o recebimento do e-mail. E apesar de estar cadastrado em sites de newsletter [gosto de receber notícias da região], todos eles possuem uma logo identificando o serviço e um link para sair do sistema. No caso desse e-mail, não havia).
Existem duas coisas que mais prostituem o mercado: freelancers que cobram preços absurdamente baratos e “agências” que cobram valores idem. Não adianta, mesmo. Se você for cobrar uns 800 reais para desenvolver um site, o cliente vai falar que fulano de tal faz o mesmo site por 300 reais e ainda dá suporte, hospedagem e manutenção (alguns não cobram manutenção, outros vivem disso).
Não adianta você ter um doutorado em Design Gráfico pela melhor faculdade da Europa, por exemplo. Um desenvolvedor de 16 anos sem nenhuma experiência ou conhecimento em design gráfico cobrará sempre menos do que você. E clientes estão sempre procurando o mais barato. Mesmo que a qualidade justifique o preço. A moda agora é: “estar na internet. Ter uma perfil nas redes sociais e um site”. Quanto menos pagar, menor a qualidade (não é generalizado. Apesar da grande maioria justificar a frase).
A lógica desses desenvolvedores é: cobro 300, faço 10 sites por mês e estou rico. Não. Adotando a maneira de pensar do David Ogilvy, publicitário, que morreu faz pouco tempo. Um dos líderes no mercado publicitário. Sua agência está espalhada em mais de 10 escritórios em todo o mundo, inclusive no Brasil e em Recife: eu escolho meus clientes. Não adianta ter uma carteira de clientes de mais de 100, você sempre precisará dar suporte aos mesmos.
Suporte. É o que muitos desenvolvedores não pensam. 10 clientes por mês, 120 por ano. Cento e vinte fucking clientes para dar suporte. Um inferno generalizado. Mesmo que nem todos lhe cobrem por mês, se pelo menos 10% cobrar, já é um inferno. Prefiro, imensamente, fazer meu site por 800 reais ou mais, e ter ótimos clientes, do que uma grande carteira e clientes que: não indicam, pedem para realizar modificações que o próprio CMS realiza (e que, vale ressaltar, o desenvolvedor deveria criar uma documentação própria. Mesmo que seja o próprio WordPress), pagam pouco, etc.
Essas e outras que eu faço codificação e sou “terceirizado”. Todo o contato com o cliente é feito com a pessoa que me contrata. E isso é o meu trabalho freelancer. Já que, na empresa em que atuo como Front-End, o trabalho é único e exclusivamente voltado para a empresa (não trabalho com clientes, trabalho para a empresa).
Bom, para os iniciantes, vale a pena ter muitos clientes, sabendo que você terá que dar suporte para todos eles? E para os profissionais freelancers, com quantos clientes, mais ou menos, vocês trabalham?
Curso o primeiro período de Publicidade & Propaganda na Faculdade Integradas Barros Melo (AESO), sou colaborador do Meio Bit e fundador do DicasWP.